Dolly leva ao Secretário de Direito Econômico Lista de empresas que vão depor contra Coca-Cola em processo do CADE
Em audiência oficial em Brasília, Daniel Goldberg, Secretário de Direito Econômico, pasta ligada ao Ministério da Justiça, recebe documentos sigilosos, novas denúncias e trechos de gravações, além da lista de empresas que vão depor contra a Coca-Cola no processo aberto no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, onde a multinacional é acusada de concorrência desleal, abuso do poder econômico e práticas criminosas
URGENTE – Daniel Goldberg, Secretário de Direito Econômico, SDE, do Ministério da Justiça, receberá novamente, em Brasília, os empresários e advogados da Dolly Refrigerantes, a empresa nacional que acusa e pede aplicação da Lei Antitruste contra a multinacional Coca-Cola em processo aberto no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, CADE.
Num dos mais graves casos anticoncorrenciais já conhecidos no mercado, a multinacional Coca-Cola e sua engarrafadora em São Paulo, Spal/Panamco (atual Spal/Femsa) são acusadas de planejar e executar um plano para a destruição da Dolly, utilizando métodos e práticas criminosas, como corrupção, espionagem e sabotagem, além de ameaças e abuso de poder econômico.
O processo, de número 08012.006043/2003-22, deu entrada em agosto no próprio CADE, sendo de lá encaminhado ao SDE, órgão responsável pela apuração dos fatos que, ao final, serão julgados pelos conselheiros, que também deverão solicitar uma Audiência Pública.

Laerte Codonho, presidente da Dolly, adianta apenas que entre as testemunhas de defesa listadas está o próprio atual Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que foi advogado, desde 2000, de uma dessas fornecedoras e que tem amplo conhecimento dos fatos denunciados.
No encontro anterior no SDE, ficou combinado o prazo para a entrega oficial, agora, de documentos sigilosos, novos e importantes trechos de gravações e, ainda, a lista de fornecedores que foram coagidos pela multinacional e que estão dispostos a depor contra a Coca-Cola nos processos administrativos e criminais, que também estarão sendo abertos, concomitantemente, no Brasil e nos Estados Unidos, onde fica a matriz da empresa, em Atlanta.
Proteção – Uma proteção especial, uma espécie de blindagem administrativa, já foi solicitada oficialmente para evitar que essas empresas sofram qualquer tipo de pressão irregular, como já ocorreu, e que é temido agora com a continuidade e encaminhamento dos processos contra a poderosa multinacional. As denúncias, que continuam sendo feitas e ampliadas, vêm abrangendo áreas e instituições muito delicadas, da área governamental.
Informações e Contatos:
Marli Gonçalves – MTb 12.037 – Tel. 11. 9186-0085 – marligo@uol.com.br
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