O 1º vigarista que se tem notícia!
O maior vigarista de que se tem notícia “trabalhava” na França e usava o nome de Conde Victor Lustig (até hoje, não se sabe seu nome real).
Foi um dos primeiros, a aplicar o que nossos policiais denominam “conto da guitarra”. É aquele golpe em que o criminoso vende uma máquina para falsificar dinheiro, mas que realmente não funciona.
O Conde agia assim: Escolheu a vítima, riquíssima, que freqüentava uma praia na Coté D’Azur. Registrou-se num hotel defronte à praia e sentou-se bem próximo do milionário. Ia acompanhado de uma mulher lindíssima e exuberante que ficava olhando, de forma furtiva e com ar sensual, na direção da futura vítima.
Enquanto isso o Conde rasgava os inúmeros telegramas que um funcionário do hotel ia entregando freqüentemente. Querendo se aproximar da mulher, o otário escolhido foi perguntar, se desculpando, porque rasgar tantos telegramas.
O Conde explicou “sou homem de negócios, estou sofrendo de tensão nervosa e meu médico sugeriu que tirasse férias; se abrir e ler os telegramas vou voltar a ter problemas com os nervos”.
Ficaram amigos, almoçaram e jantaram juntos até que um dia, depois de várias taças de vinho, a vítima insistiu em saber sobre os negócios do Conde.

Fingindo-se embriagado o Conde confessou que falsificava dólares com uma máquina especial. Devido à insistência, concordou em mostrar a máquina.
Colocou papel e tinta, ligou e saíram dólares perfeitos, inclusive com numeração alternada. As notas eram boas porque verdadeiras, previamente colocadas na máquina.
Pressionado, o Conde concordou em vender a máquina, por altíssimo preço. Recebeu, sumiu e nenhuma outra nota foi produzida.
Como reclamar na polícia a compra dessa máquina que não funcionava?
O que é o Conto do Vigário?
Cair no “conto do vigário” significa levar um golpe, ser passado para trás e perder dinheiro. Mas, por quê?
Existem várias explicações para a origem do termo. Achamos duas:
A primeira, achamos no site do Professor Russo (www.russo.pro.br/ditos.htm). A história é a seguinte:
Duas igrejas em Ouro Preto receberam um presente: uma imagem de santa. Para verificar qual da paróquias ficaria com o presente, os vigários resolveram deixar por conta da mão divina, ou melhor, das patas de um burro.
Exatamente no meio do caminho entre as duas igrejas, colocaram o tal burro, para onde ele se dirigisse, teríamos a igreja felizarda.
Assim foi feito, e o vigário vencedor saiu satisfeito com a imagem de sua santa. Mas ficou-se sabendo mais tarde que o burro havia sido treinado para seguir o caminho da igreja vencedora. Assim, conto do vigário passou à linguagem popular como falcatrua, sacanagem.
A segunda, veio da pesquisadora mineira Lourdes Aurora. Segundo ela, a expressão inicial era cair na conta do vigário, pois esses recebiam ouro roubado e pagavam pouco aos escravos.
Várias igrejas foram construídas segundo Lourdes, pela conta do vigário. Daí que veio a palavra vigarista, pessoa que agia como os vigários d’antanho.
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