
"Mesmo que você já conheça a historia
do Senna acompanhe esta matéria ate o fim, você vera fotos com efeitos especiais
que valerão a pena, dia 1º de maio de 2003 , completarão 9 anos que os nossos
domingos não são os mesmos. "
Carreira
Ayrton Senna da
Silva nasceu à 1h e 15 min do dia 21 de março de 1960 na Maternidade de São
Paulo e era o segundo filho do casal Milton da Silva e Neide Senna da Silva.
Foi, inclusive, seu pai quem construiu o primeiro kart, quando ele tinha apenas
4 anos de idade. Começava, aí, uma das mais brilhantes carreiras do
automobilismo mundial.
Ayrton tornou-se um ídolo em todo o mundo e, para nós brasileiros, um herói, um
motivo de orgulho sempre que exibia nossa bandeira após mais uma de suas
brilhantes vitórias. Senna ganhou títulos, mas não perdeu a humildade e nunca
deixou de ajudar seus semelhantes. Prova disso são as instituições de caridade
que ele ajudava com doações, exigindo apenas que isso não fosse divulgado.
Ayrton, embora muito novo, já reclamava que seu kart era muito lento. Seu pai,
após saber que o pequeno Senna já trocava as marchas do trator na fazenda sem
usar a embreagem, resolveu dar-lhe um kart de verdade aos 7 anos de idade. Sua
paixão pelo carro era tão grande que, depois das aulas, o motorista da família o
levava para treinar numa pista junto ao Parque do Anhembi, perto de sua casa.
Como sua intenção era participar de campeonatos, ele começou a treinar no
kartódromo de Interlagos. Aos 8 anos Senna participava de sua primeira corrida
num balneário em São Paulo. A corrida era contra pilotos de 18 a 20 anos e o
grid de largada seria definido por sorteio. Cada um tiraria de um capacete um
papel com um número correspondente à posição de largada. Por ser o mais jovem,
Ayrton foi o primeiro a retirar o papel, e, adivinhe, ele tirou o número
.......... 1. Compare Precos de: Windows Vista, Blogs, Revistas, Pentium 4, ATI Radeon, programa, Microsoft, Upgrade, Vista Business Edition, celular, notebook, pendrive, memory stick, PC, computador no Buscape.
Em sua primeira corrida ele já largaria na pole position, que
seria a marca maior do arrojo e precisão que sempre o acompanharam. Na corrida,
Senna era muito mais leve que os outros e manteve-se, assim, por quase toda a
prova em primeiro. A 3 voltas do final, um kart tocou-o por trás e ele capotou.
Primeira prova, primeira pole e primeira capotagem. Nada mau para um garoto de
apenas 8 anos ! Devido ao limite mínimo de 13 anos da época para pilotar um
kart, Ayrton teve que esperar até 1973 para estrear oficialmente nas
competições. Era dia 1° de julho e Senna obteve sua primeira pole e a primeira
vitória oficiais, muito à frente do 2° colocado. À partir daí ele não parou mais
de colecionar glórias e títulos. Foi por diversas vezes Campeão Paulista,
Brasileiro e Sul Americano e por duas vezes (1979 e 1980) foi Vice Campeão
Mundial de kart. Contra a vontade do pai, Senna largou a Faculdade de
Administração de Empresa da Faap (SP) e foi para a Inglaterra em busca de novos
desafios e mais títulos e, claro, realizar seu sonho de ser piloto de Fórmula 1.
Senna assinou contrato com Ralph Firman, dono da fábrica Van Diemen, para a
temporada de 1981 de Fórmula Ford 1600. Na primeira corrida ( 1°/ 3 / 81 )
Ayrton da Silva, como era conhecido então, chegou a andar em 4°, mas foi
ultrapassado por seu companheiro de equipe e terminou em 5° lugar no autódromo
de Brands Hatch. A primeira vitória viria em 15 / 3 / 81, sob forte chuva (outra
de suas marcas registradas durante a carreira), também em Brands Hatch. Foram,
no total, 12 vitórias, 5 segundos lugares, 3 poles e 10 melhores voltas (em 20
provas) e, claro, o título da Fórmula Ford 1600. Em 1982 Senna participou de
dois campeonatos simultaneamente: o inglês e o europeu de Fórmula Ford 2000. Seu
carro era um Van Diemen da equipe Rushen Green Racing. Senna venceu os dois
campeonatos, fulminando seus adversários. Foram 21 vitórias, 2 segundos lugares
e 4 abandonos em 27 provas, somando, também, 15 poles e 24 melhores voltas.
Ainda em 82 Senna participou de outras 2 corridas: em Oulton Park ele venceu o "Celebration
Day", com um Sunbeam Talbot Ti (também fez a melhor volta) e estreou em novembro
na Fórmula 3 em Thruxton, vencendo com um Ralt Toyota RT3. Ayrton totalizou em
1982, 23 vitórias em 29 provas, ou seja, venceu 80% de suas corridas (!) A
temporada de 1983, na Fórmula 3 com a equipe West Surrey Racing acabou sendo a
mais difícil até então. Senna encontrou em Martin Brundle (depois seu rival na F
1) um adversário à sua altura e teve que por em prática toda sua habilidade e
contar com a sorte em alguns momentos. Mas no final Ayrton comemorou mais uma
vez o título após 12 vitórias (sendo 9 seguidas, um recorde só batido em 1995),
2 segundos lugares, 16 poles e 3 acidentes com Brundle em 21 corridas. Foi nessa
época que, devido às suas 9 vitórias em Silverstone em 3 anos, o autódromo
passou a ser chamado de ‘Silvastone’, em referência a seu sobrenome. No final do
ano, Senna participou do tradicional GP de Macau, vencendo a prova. O ano de
1983 marcou o primeiro teste de Ayrton Senna com um carro de Fórmula 1. Senna
foi convidado por Frank Williams para pilotar um de seus carros e, nas 81 voltas
que deu no circuito de Donington (19 / 7 / 83), bateu o recorde da pista ! Após
as 3 temporadas de sucesso (48 vitórias em 72 provas, 67%), Ayrton começou a
receber propostas de alguma equipes de Fórmula 1, inclusive a McLaren, que lhe
daria muitas glórias anos mais tarde. Senna foi sondado, também, pela Brabham e
disse, tempos depois, que só não foi contratado pela então campeã do mundo
devido a um veto de Nélson Piquet. Surgiu aí a briga entre os dois que durou até
sua morte. Ayrton acabou assinando com a Toleman e estreou no GP Brasil em 25 /
3 / 84 , largando em 16° , mas, para sua frustração, abandonou logo no início.
Seu primeiro ponto veio na corrida seguinte, em Kyalami. O primeiro show de
Senna na F 1 aconteceu a 3 de junho no GP de Mônaco, quando ele largou na 13¦
posição e cruzou a linha de chegada na primeira volta já em nono lugar, debaixo
de muita chuva. Na 7¦ volta estava em 7° e após 30 voltas alcançava a segunda
posição. Duas voltas depois, quando se aproximava para ultrapassar o líder Alain
Prost, o diretor da prova Jackie Icxy encerrou a corrida, o que foi considerado
na época uma ajuda a Prost. Anos depois Senna diria que o melhor para ele foi a
interrupção da prova "pois, se a corrida continuasse, eu passaria por ele e
poderia bater cinco voltas depois. Assim tive mais publicidade do que se tivesse
ganho." Ayrton terminou sua primeira temporada em 9° lugar com 13 pontos. Um
fato interessante sobre esta corrida em Monte Carlo é que, quando a prova é
interrompida antes da metade das voltas previstas, cada piloto recebe apenas
metade dos pontos a que teria direito. Assim, Prost recebeu apenas 4,5 pontos
(na época a vitória valia 9 pontos). Caso a corrida tivesse as 79 voltas e Prost
terminasse em segundo (com Senna o ultrapassando), Alain marcaria 6 pontos, isto
é, 1,5 a mais. Detalhe: neste ano ele perdeu o título para Niki Lauda por apenas
0,5 ponto. Senna ganharia sua primeira corrida e Prost, ao final do ano, seu
primeiro título. Pela primeira vez (de muitas) Ayrton atrapalhava os planos do
francês. Em 1985 Senna foi correr na equipe Lotus. No dia 21 / 4 ,no circuito do
Estoril em Portugal, Ayrton largava em sua primeira pole position na Fórmula 1
e, mais uma vez debaixo de chuva, deu um show, obtendo a primeira das 41
vitórias de sua carreira. Neste ano Senna conseguiria mais 5 poles e uma vitória
(sob chuva) na Bélgica. Após esta vitória, começou a ser chamado pela imprensa
de "Rei da Chuva". No ano seguinte, ainda na equipe do carro preto e dourado,
Senna já caía nas graças da torcida brasileira com o segundo lugar no grid e na
corrida, fazendo dobradinha com o vencedor da prova Nélson Piquet. Foram mais
duas vitórias, cada uma com sua particularidade. A primeira, na Espanha a 13 / 4
, Senna superou Mansell por míseros 14 milésimos de segundo, a segunda menor
diferença já registrada até hoje. A segunda vitória da temporada veio em
Detroit, a 22 / 6 . No dia anterior o Brasil havia sido eliminado da Copa do
México pela França. Em segundo e terceiro chegaram os franceses Jacques Laffite
e Alain Prost, o que provocou em Senna um sentimento de vingança. Para mostrar
seu orgulho de ser brasileiro, Ayrton fez pela primeira vez a volta da vitória
empunhando a bandeira do Brasil, gesto que repetiria por mais 37 vezes em sua
carreira. Foram, neste ano, mais 8 poles. O ano de 1987 prometia mais para
Senna, já que a Lotus vinha com motor Honda e o novo patrocínio da Camel. Mas os
resultados decepcionaram. Foram duas vitórias e apenas uma pole. Em 31 / 5 Senna
venceu pela primeira das 6 vezes o GP de Mônaco. Mal acostumado com tantas
vitórias antes de chegar à Fórmula 1, quando as máquinas eram praticamente
iguais e só o talento prevalecia, Ayrton começava a ficar insatisfeito com seus
carros. No final de 87 ele assinou contrato com a McLaren Honda, onde seria
companheiro do então bicampeão Alain Prost. O sonho de vencer o GP Brasil nunca
esteve tão perto, mas Senna acabou desclassificado da prova por ter trocado de
carro após um acidente na largada. Após um início difícil de temporada, Ayrton
acabou fazendo valer sua maior determinação e conquistou seu primeiro título
mundial ao conseguir 8 vitórias e 13 pole positions, um recorde até então. A
conquista veio com a maior atuação de sua carreira (segundo ele próprio, melhor
até que no Brasil em 91), no GP do Japão em 30 / 10 . Ayrton largava na pole mas
deixou seu carro morrer. Como a reta dos boxes fica em descida no circuito de
Suzuka, ele fez a McLaren pegar no tranco. Acabou fazendo a primeira curva em
14° lugar, mas já passava em 8° ao final da primeira volta. Na 16¦ passagem já
estava em 3°, numa recuperação impressionante que mostrava o quando era
importante para ele aquela vitória e o título. Ao abrirem a 27° volta, Senna,
mesmo sendo fechado, passou por Alain Prost e assumiu a liderança, levando seu
carro até a vitória para delírio dos torcedores japoneses. A dupla Senna-Prost
correria novamente pela McLaren em 89, mas este seria o pior ano para Ayrton na
Fórmula 1. Pior não no resultado (foi 2° no Mundial), mas na briga com os
cartolas, em especial o francês Jean-Marie Balestre. Senna fez 13 poles e
conseguiu 6 vitórias, mas chegou às 2 últimas etapas precisando da vitória. Na
penúltima corrida Prost largou melhor mas Senna o alcançou na 47¦ volta, na
chicane antes da reta dos boxes em Suzuka. Prost jogou sua McLaren em cima de
Ayrton provocando a batida. Mesmo assim, Senna voltou empurrado pelos fiscais,
completou a volta sem o aerofólio, parou nos boxes, ultrapassou Alessandro
Nannini no ponto onde Prost o fechara e venceu a prova, mas foi impedido pelo
francês Balestre de subir ao pódio. Senna havia sido desclassificado sob a
alegação de ter cortado a chicane por dentro (o que só poderia ocorrer se o
carro estivesse em posição perigosa). Ora, se um carro está parado num ponto
onde a desaceleração é de 305 para 80 km/h, como era o caso isto é uma situação
de perigo. Balestre não interpretou assim e preferiu desclassificá-lo. A vitória
ficou para o segundo colocado, Nannini, e o título para Prost. Na época, os
computadores japoneses utilizaram as imagens feitas pelo helicóptero e
analisaram as 47 vezes que Prost fez a curva da chicane. Na volta do acidente
ele começou a virar 1 metro antes do que fizera nas primeiras 46, numa clara
demonstração de que fechara Ayrton propositadamente. Senna ainda precisaria
vencer a última corrida, mas aquele ficou conhecido como o final de temporada
mais vergonhoso da Fórmula 1. No início de novembro de 1996, o francês Balestre
confessou à imprensa que interferiu no resultado daquela prova para ajudar seu
compatriota Prost. Durante o intervalo para a próxima temporada, Senna criticou
duramente os dirigente da F1 e foi forçado por Balestre a se desculpar
publicamente para ter permissão para correr em 1990. Após muitas brigas, Senna
atendeu o cartola e conseguiu a super-licença. Prost foi para a Ferrari e o
companheiro de Ayrton passou a ser o austríaco Gerhard Berger, que se
transformou em seu melhor amigo durante a carreira na F1. A temporada 90 foi
novamente marcada pelo domínio da dupla Senna-Prost. Juntos eles venceram 11 das
16 provas do ano, mas, chegando às últimas 2 etapas, desta vez era o francês que
precisava das duas vitórias, mas Senna largaria na pole. O que se passou à
partir daí foi narrado em 1991 pelo próprio Senna: "Antes do treino de
classificação concordamos com as autoridades que a pole seria do lado de fora
(mais limpo, para dar vantagem ao pole). Após o treino, Balestre decidiu que a
pole seria do lado dentro (sujo, onde o carro patina) e eu me vi do lado errado
na largada. Fiquei tão frustrado que prometia a mim mesmo que, se perdesse o
lugar depois da largada, tentaria pegar na frente a primeira curva, independente
do que isso resultasse. Eu iria com tudo e Prost não faria a curva na minha
frente, e foi isso que aconteceu, como resultados das decisões estúpidas e ruins
dos políticos"(...) "O ano de 1989 foi inesquecível. Ainda não engoli aquilo.
Todos vocês sabem que os cartolas decidiram contra mim e isto não foi justo. Eu
disse a mim mesmo: certo, você joga e tenta fazer o trabalho direito e depois é
(palavrão) por certas pessoas. Tudo bem, se amanhã Prost sair na minha frente,
vou com tudo na primeira curva e é melhor ele não tentar entrar, porque não vai
conseguir. E aconteceu. Eu gostaria que não houvesse acontecido. Ficamos os dois
fora da corrida e foi um final (palavrão) para o campeonato. Não foi bom nem
para mim e nem para a Fórmula 1. Foi o resultado de decisões erradas e parciais
das pessoas que as tomaram. Eu ganhei o campeonato . E daí? Foi um mau exemplo
para todos" (...) "Eu contribuí para aquilo, mas não foi minha
responsabilidade." Senna já era, a essa altura, bicampeão mundial, tinha 26
vitórias (20 pela McLaren), 16 melhores voltas e 52 poles (46%, quase 1 a cada 2
provas). Jim Clark, na época detentor da segunda melhor marca, tinha 33. Antes
do início da temporada 91, todos apostavam que o duelo seria novamente entre
Senna e Prost, especialmente depois dos promissores testes de inverno da
Ferrari. Com o passar das corridas, a grande rival de Ayrton foi a dupla da
Williams, Mansell e Patrese. O começo de Senna foi avassalador: 4 poles e 4
vitórias incontestáveis nas primeiras 4 provas do ano. Em 24 / 3 , Ayrton
conseguia, finalmente realizar outro sonho: ganhar o GP Brasil. E de que maneira
ele realizou esse feito ! Senna largou na pole e foi perseguido por Mansell por
mais de 40 voltas até que o câmbio da Williams não resistiu e acabou com as
pretensões do inglês. À partir daí, foi Senna que começou a ter problemas de
câmbio e viu a diferença para o segundo colocado, Patrese, cair de 40 para
apenas 2.3 segundos na última volta. Na entrevista à imprensa, Senna explicou
que ficou sem a 1¦ e a 2¦marchas e, algumas voltas mais tarde, não entrava mais
nenhuma marcha, apenas a 6¦. Nas curvas de baixa velocidade, Senna tinha que
manter alta a rotação do motor para não deixar o carro morrer. Isso exigiu de
Senna um esforço muito grande para segurar sua McLaren na pista molhada pela
chuva que se iniciava. Ao final da prova Ayrton teve espasmos musculares nos
ombros e pescoço e não conseguiu nem levar o carro de volta aos boxes. Mesmo que
ele tivesse em sua perfeita condição física, não conseguiria passar pela
multidão que invadiu a pista para comemorar a tão sonhada vitória de seu ídolo
maior. A torcida fez plantão na porta da casa de Senna e só foi embora quando a
polícia convenceu Ayrton a subir no muro e exibir o troféu da vitória. À partir
da quarta corrida, as Williams transformaram em vitórias sua superioridade sobre
a McLaren. Graças às vitórias na Bélgica e na Hungria e ao azar de Mansell em
Portugal (quando um mecânico não apertou a porca do pneu da Williams e Nigel foi
atendido fora da área permitida nos boxes, sendo desclassificado de uma prova
que fatalmente venceria), Senna chegou à penúltima prova precisando apenas que
Mansell não vencesse uma das duas etapas restantes. A prova era novamente em
Suzuka e Senna, largando em segundo, deixou o pole Berger escapar na frente
enquanto segurava Mansell em 3°. Seu pensamento: quando (e se) Mansell me
passar, Berger já estará longe. No início da 10¦ volta, Nigel pegou uma
turbulência muito forte atrás do carro de Senna e passou reto pela curva no
final da reta dos boxes (desta vez sem acidentes). Senna conquistava, assim, seu
3° (e, infelizmente, último) título mundial. Com Mansell fora e Patrese muito
atrás, começou o show da McLaren. Senna perseguiu Berger até ultrapassá-lo, mas,
como haviam combinado que quem largasse na frente teria a preferência para
vencer a corrida, abriu passagem para seu companheiro (justamente na chicane
onde fora fechado por Prost 2 anos antes) vencer pela primeira vez na equipe de
Ron Dennis. De quebra, Senna venceu a última corrida na Austrália. A chuva era
tão intensa que a prova foi interrompida na 14¦ volta, dando a metade dos pontos
para os seis primeiros colocados. Ayrton encerrava o ano com outro show sob
chuva. À partir da temporada de 92, a McLaren entrou num período de declínio sem
o motor Honda (que foi trocado pelo Ford) que coincidiu com uma superioridade da
Williams só comparada à hegemonia da própria McLaren em 88. Com o melhor motor
(Renault), câmbio semi automático, suspensão computadorizada e o melhor chassis
da F1, os carros de Mansell e Patrese não tomaram conhecimento dos outros
competidores e o inglês acabou levando fácil (até que enfim) seu primeiro
mundial. A Senna restaram 3 vitórias e 1 pole. Na corrida mais emocionante da
temporada, em Mônaco, Mansell disparou na frente e Ayrton mantinha-se em
segundo, quando o inglês teve um pneu furado e foi obrigado a parar nos boxes.
Senna saia do túnel, viu pelo telão que Mansell estava parado e acelerou fundo
para aproveitar a chance. Faltavam 7 voltas para o final e Senna tinha mais de 7
segundos de vantagem. Duas voltas depois, Mansell colava atrás de Ayrton e
iniciava uma perseguição implacável que só terminou na linha de chegada. Durante
as 5 voltas finais Mansell tentou desesperadamente, mas não teve jeito. Ayrton
fechou-o por todos os lados e proporcionou um dos raros momentos de emoção
durante toda a temporada. Em 1993, o novo piloto da Williams, Alain Prost, vetou
a entrada de Senna na equipe que teve que se contentar e tentar novos milagres
na McLaren. Para sorte de Ayrton, Prost não tem o mesmo arrojo de Mansell, e,
com uma diferença maior ainda que no ano anterior, quase deixa escapar o título
mais fácil de sal carreira. Senna conseguiu se manter por algum tempo na
liderança do campeonato, mas a superioridade da equipe de Frank Williams era
muito grande. Não fossem as brilhantes apresentações de Senna, a temporada teria
sido mais chata ainda do que a de 92. Os grandes momentos do ano foram em
Donington (quando Senna chegou a estar 1 volta à frente do 2° colocado e parou 3
vezes a menos que Prost nos boxes para trocar de pneus numa pista
seca-molhada-seca-molhada), em Silverstone, quando segurou Prost por várias
voltas num circuito muito veloz, em Mônaco (quando contou com a sorte e herdou a
primeira posição após problemas com Prost e Schumacher) e no Japão, onde venceu
largando atrás de Prost. Em 1993, outra duas provas merecem destaque: o GP
Brasil, onde Senna de mais um show na chuva, levando pela última vez a torcida
paulista ao delírio em Interlagos, proporcionando outra invasão da pista. Desta
vez Senna voltou para os boxes sentado na porta do safety car acenando para o
público. A outra prova para ser lembrada sempre foi a vitória de ponta a ponta
na Austrália, em 7 de novembro. Essa corrida marcou seu 41° triunfo na F1, foi
sua última prova com o carro vermelho e branco da McLaren e foi a última vez que
o mundo viu seu orgulho de ser brasileiro desfilando com a bandeira brasileira
na volta da vitória. Sua última volta da vitória. Sobre a temporada 1994 é
difícil falar.
Quem gosta de automobilismo, é apaixonado por F1 e aprecia um
piloto controlando uma máquina de 700 cavalos, não consegue aceitar naturalmente
o que aconteceu neste ano. Depois de muito tempo lutando por uma vaga na equipe
que lhe proporcionou o primeiro contato com a F1, Senna finalmente assinou com
Frank Williams para correr os 32 GPs de 94 e 95. Abria-se a perspectiva de
muitos (e praticamente imbatíveis) recordes e mais dois títulos, igualando-se a
Juan Manuel Fangio, seu ídolo maior, penta campeão na década de 50. Seu grande
rival seria o alemão Michael Schumacher na Benetton. A primeira prova, em SP,
foi muito disputada e terminou com a vitória de Schummy, após um dos raros erros
de Senna em sua carreira. Ele rodou sozinho ao se aproximar da entrada da reta
dos boxes. Na segunda etapa, em Aida, no Japão, Senna largou na pole, foi
ultrapassado por Schumacher, e acabou fora da prova após ser tocado pela Ferrari
de Nicola Larini. A terceira prova seria realizada em San Marino, no Circuito
Enzo e Dino Ferrari, onde Senna já obtivera 3 vitórias e 7 poles seguidas (um
recorde até hoje). Como de costume ele obteve a pole, mas o final de semana
ficaria marcado como um dos mais tristes da história dos esportes. Na sexta
feira o brasileiro Rubens Barrichello livrou-se da morte devido a uma camada de
pneus quando sua Jordan deslizou na entrada da chicane e decolou sobre a zebra.
Como que por milagre, Rubinho escapou apenas com o nariz quebrado e o braço
machucado. A primeira pessoa a visitá-lo no hospital foi Senna, que, barrado na
porta, teve que pular o muro de trás para vê-lo. No sábado, o piloto austríaco
Roland Ratzenberger perdeu o controle de sua Simtek (o aerofólio soltou-se) e
bateu na curva Villeneuve próximo dos 300 km/h. Os médicos tentaram salvá-lo,
mas ele foi declarado morto horas depois no Hospital. Senna, ao saber do
acidente, ignorou as normas e foi ao local do acidente, reclamando da falta de
uma proteção (brita ou pneus). Repreendido pelos cartolas, Ayrton, seu
companheiro Damon Hill, e os pilotos da Benetton e da Sauber se retiraram do
treino em respeito a Ratzenberger. No domingo, Senna alinhava seu carro pela 65¦
vez na pole position, mas uma acidente envolvendo J. J. Lehto e Pedro Lamy
obrigou a entrada na pista do safety car. A pista foi liberada na 5¦ volta com
Senna em 1° e Schumacher o perseguindo logo atrás. Na sexta volta, disse depois
o alemão, "Senna entrou escorregando na curva Tamburello". Com a experiência e o
reflexo que uma década de F1 proporcionam, Ayrton controlou a Williams número 2
e continuou para percorrer os últimos 5040 metros de sua vitoriosa carreira. Na
7¦ volta Schumacher viu o carro de Senna deslizar novamente no mesmo local,
soltando faíscas devido ao contato com o asfalto.
Compare Preços de: MP3, iPod, celulares, notebooks, câmeras no JáCotei.