Conheça os sintomas da pneumonia asiática e aprenda a prevenir-se
Febre alta, que ultrapassa os 38 graus, tosse, coriza, dores pelo corpo todo e falta de ar são os sintomas da nova pneumonia, a SRAS (Síndrome Respiratória Aguda Severa, ou SARS, na sigla em inglês).
O quadro é bem parecido com o de uma gripe forte, mas a falta de ar é o sinal de que algo grave está ocorrendo.
“Os sintomas persistem por dois ou até sete dias, dependendo da reação de cada indivíduo”, explica o médico Kleper Almeida, professor assistente do Colégio de Medicina da Universidade de Drexel, nos Estados Unidos.
Mas não basta ter sintomas que para se suspeite da doença, pois os sinais são muito semelhantes aos da gripe, por exemplo. O que faz um indivíduo ser um caso suspeito da pneumonia atípica é sintoma aliado com viagem recente (nos últimos dez dias) para um dos lugares atingidos pela síndrome.
Ou manifestar sintomas e ter se encontrado pessoalmente com alguém que chegou de um desses lugares nos últimos dez dias. É esse perfil de paciente que deve procurar um serviço de médico o mais rápido possível.
A infecção pelo vírus da pneumonia atípica tem evolução rápida. “Em cinco dias, a pessoa pode estar numa unidade de terapia intensiva, com respiração artificial”, diz Almeida.
Nem todas as pessoas infectadas pelo vírus desenvolvem a doença e morrem. Quatro de cada cem infectados morrem; 16 têm pneumonia e são curadas e 80 têm só um quadro de sintomas semelhante ao da gripe.
Alimentos
Um médico do Hospital da Universidade Nacional de Taiwan (Hunt) afirmou hoje que a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SRAS, ou SARS, na sigla em inglês) se transmite também pelos alimentos, uma vez que os doentes sofrem primeiro problemas gastrintestinais.
O clínico Chang Shan-Chwen, do Departamento de Doenças Infecciosas da Hunt, disse que os doentes atingidos pela SRAS, conhecida por pneumonia atípica, sofrem primeiro problemas gastrintestinais, e só depois respiratórios, “o que sugere que o vírus chega primeiro ao estômago e que, a partir daí, passa para o aparelho respiratório pelo sangue”.
Contudo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) comprovou apenas que a doença, cujos sintomas são febre alta, tosse seca e dores musculares, se transmite pelos fluidos corporais que o infectado expele pela tosse, espirros e de outras formas.
Os peritos da OMS, que montaram 11 laboratórios em nove países, investigam o contágio pela água.
A doença surgiu na China, em novembro, e propagou-se pelos quatro continentes, matando 78 pessoas e atingindo 2.223 pessoas, segundo os últimos dados da OMS.
Apesar de os especialistas ainda não saberem como o vírus que provoca a doença é transmitido de uma pessoa para outra, as mãos são um importante meio de transporte de microrganismos para dentro do corpo.
Isso ocorre quando o indivíduo com as mãos contaminadas coça os olhos, mexe no nariz ou na boca. A porta de entrada dos vírus para o organismo humano é a mucosa dessas partes do corpo.
“As mãos têm papel importante na transmissão de vírus respiratórios”, explica o infectologista Celso Granato, professor do Laboratório de Virologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Por isso, quem pensa que usar máscara é a solução para se proteger contra a doença está enganado.
Além de lavar sempre as mãos, os especialistas recomendam que as pessoas evitem viajar para o sudeste asiático e a cidade canadense de Toronto.
Esses são os lugares mais atingidos pela Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS), também chamada de pneumonia atípica.
Outra dica de prevenção é evitar encontros com quem acabou de chegar desses locais.
Kleper Almeida aconselha esperar dez dias antes de encontrar a pessoa, mesmo que ela não tenha sintomas da pneumonia. O prazo está ligado com o tempo de incubação do vírus no organismo humano – de dois a dez dias.
Mas, para se proteger contra a doença, um item simples não pode faltar: lavar as mãos várias vezes ao dia.

Um médico do Hospital da Universidade Nacional de Taiwan (Hunt) afirmou hoje que a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SRAS, ou SARS, na sigla em inglês) se transmite também pelos alimentos, uma vez que os doentes sofrem primeiro problemas gastrintestinais.
O clínico Chang Shan-Chwen, do Departamento de Doenças Infecciosas da Hunt, disse que os doentes atingidos pela SRAS, conhecida por pneumonia atípica, sofrem primeiro problemas gastrintestinais, e só depois respiratórios, “o que sugere que o vírus chega primeiro ao estômago e que, a partir daí, passa para o aparelho respiratório pelo sangue”.
O ministro da Saúde, Humberto Costa, procurou tranqüilizar a população brasileira sobre a ocorrência no País da pneumonia asiática.
“Todas as medidas que são cabíveis neste momento estão sendo tomadas”, afirmou. Segundo ele, são as mesmas medidas que estão sendo tomadas onde a propagação da doença foi contida.
“Nós, acima de tudo, o tempo inteiro estamos antenados com tudo que está surgindo sobre essa doença e de orientação de ação de saúde pública. A população brasileira pode ficar tranqüila”, disse. Segundo ele, o governo está tratando o assunto com máxima transparência e total compromisso para fazer tudo que for preciso para evitar a doença.

COMO SE CUIDAR
Para se proteger
Não viaje para
Não se encontre
Com quem chegou desses locais nos últimos dez dias.
Higiene
Lave a mão várias vezes ao dia
Máscara
Em teoria, deve ser usada como medida de proteção se a doença começar a ser transmitida no Brasil
● China
(Guangdong e Hongkong)
● Taiwan
● Vietnã
● Cingapura
● Canadá (Toronto)
Quais os sintomas
● Febre alta (mais do que 38 graus)
● Tosse
● Coriza
● Dores no corpo
● Falta de ar
Podem persistir por 2 a 7 dias
Tempo de incubação do vírus: de 2 a 10 dias.
O mais comum é de 3 a 5.
Fontes: Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos e Organização Mundial de Saúde
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