Desenho animado do "Chaves" ficará sem Chiquinha
da Efe, no México

A atriz mexicana María Antonieta de las Nieves anunciou que sua personagem
Chiquinha não aparecerá na versão animada do seriado "Chaves", que será lançada
em breve pela Televisa em vários países da América Latina.
Em entrevista coletiva, De las Nieves disse que quando foi aos escritórios do
produtor, redator e ator Roberto Gómez Bolaños (que interpreta o Chaves) não foi
recebida. Por isso, De las Nieves não aceitou o acordo para a participação de
sua personagem.


"Fiquei muito triste por não poder participar, mas desejo muito sucesso ao
seriado. Havia sido proposto que eu fizesse algo. Aceitei, mas depois eles
voltaram atrás. Eu estava encantada em poder voltar a participar da família que
fomos um dia, mas houve mal-entendidos e divergências", afirmou.
A atriz é dona, há onze anos, dos direitos e do nome da personagem Chiquinha,
que a tornou famosa no mundo todo. Foi este acontecimento que gerou o
distanciamento entre Bolaños e De las Nieves.
Na apresentação de sua nova revista infantil "Chilindrineando", que será lançada
no México em 15 de outubro, a atriz afirmou que esta será uma outra via de
aproximação com as crianças.
Na publicação mensal também será narrada a vida de Chiquinha, mas já não mais na
vizinhança que serve de cenário para "Chaves". A garota estará em um circo, com
novos personagens.FONTE
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Acordo cria a maior empresa de TV a cabo da América
Latina
Um
acordo entre o Grupo Clarín (o maior grupo multimídia da Argentina) e o fundo
americano de investimentos Fintech Advisory, presidido pelo mexicano David
Martínez, criou a maior rede de TV a cabo da Argentina e de toda a América
Latina, ao adquirir a maioria acionária dos dois maiores sistemas de cabo do
país, a Cablevisión e a Multicanal. No continente, a união dos dois grupos só
será superada por empresas americanas e canadenses. Na Argentina, a fusão também
cria a maior empresa de internet por banda larga.
Os analistas calculam que a fusão proporcionará grandes chances para que os dois
grupos possam juntos competir regionalmente no mercado de distribuição
audiovisual. Além disso, os posiciona como plataforma para a produção e
exportação de conteúdos. A operação envolve US$ 1,1 bilhão, entre ativos, ações
e pagamento em dinheiro.
A união das duas empresas cria uma rede de TV a cabo que atenderá 2,7 milhões de
assinantes, ou, 47,3% do mercado de 5,7 milhões de pessoas em toda a Argentina
(com a fusão, o Grupo Clarín e o Fintech atenderão 25% das casas do país). O
setor da TV a cabo na Argentina está significativamente dividido entre seis
grandes empresas e outras 600 menores, que se dedicam a atender as cidades do
interior.
Segundo
dados da consultoria Convergencia Research, a fusão proporcionará um volume de
clientes substancialmente superior aos da brasileira Net Serviços (com 1,6
milhão de assinantes), a chilena VTR (com 928 mil assinantes) e a mexicana
Megacable (com 751 mil). Na internet, a fusão implicará numa porção de 38,1% do
1,2 milhão de assinantes de banda larga da Argentina.
Até a aquisição da participação acionária, o Grupo Clarín possuía 25% das ações
da Cablevision. Com a compra, junto com o Fintech, adquiriram os 40% que estavam
nas mãos do fundo Hicks, Muse, Tate & Furst. Outros 10% pertenciam a
investidores privados.
O Grupo Clarín controlará 60% da empresa, enquanto o Fintec terá 40%. Os dois
grupos anunciaram que calculam um investimento de US$ 600 milhões nos próximos
anos no desenvolvimento de infra-estrutura e modernização das redes. A ênfase
deste investimento será na digitalização e nos serviços de banda larga. Grupos
multimídia e jornais rivais do Clarín alertaram para o risco de que a empresa se
transforme em um monopólio. FONTE
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