NOVA
YORK (Reuters) - Alguns dos iPods distribuídos pela Apple no mês passado
carregavam um vírus de computador, de acordo com uma mensagem no site do suporte
técnico da Apple.
A Apple informou que desde 12 de setembro, menos de 1 por cento do Video iPod
--aparelho de bolso que pode executar arquivos de música e vídeo-- saiu do
fabricante contratado pela empresa carregando o vírus RavMonE.exe. O vírus afeta
computadores com o sistema Windows, da Microsoft .
"Até o momento, vimos menos de 25 queixas relacionadas ao problema. O iPod nano,
o iPod shuffle e o Mac OS X não estão infectados, e todos os Video iPods que
estão sendo encaminhados agora estão livres de vírus", afirmou a empresa no
site.
Um porta-voz da Apple não quis comentar o nome do fabricante contratado ou
especificar quantos iPods foram infectados.
A Apple disse que o vírus pode ser detectado e removido com muitos dos populares
softwares antivírus. A empresa disse que a Microsoft e a Apple dividiam a culpa
pelo envio com o vírus.
"Como você pode imaginar, estamos preocupados com o Windows por não ser mais
resistente a tais vírus, e mais ainda conosco por não termos descoberto", disse
a Apple no site.
A Microsoft rebateu os comentários em comunicado, dizendo que o vírus não parece
se aproveitar de uma vulnerabilidade do Windows.
"Nós encorajamos todos os fornecedores a seguir os melhores métodos e ajudar a
proteger seus usuários sem levar em conta a plataforma, por meio de uma
exploração cuidadosa do software que eles enviam, para que não exponham seus
consumidores a risco desnecessário", disse a empresa.
Programa saúde da Família oferece caderneta de
saúde aos idosos.
Objetivo da caderneta é facilitar o constante acompanhamento de cada indivíduo
A
população com mais de 60 anos terá acesso à Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa.
A publicação é um livreto onde os profissionais do setor, ao atenderem um idoso,
poderão anotar todas as informações relativas à sua saúde. O objetivo da
caderneta é facilitar o constante acompanhamento de cada indivíduo atendido no
sistema de saúde publico ou privado. Serão impressos 5 milhões de exemplares. A
quantidade é suficiente para atender a 73% da população idosa cadastrada na
estratégia do Programa Saúde da Família. Serão investidos R$ 2,4 milhões nesta
primeira fase.
Os exemplares serão distribuídos pelo Ministério da Saúde às secretarias do
Distrito Federal, das capitais e dos municípios com mais de 500 mil habitantes.
As secretarias estaduais ficarão responsáveis pelo envio aos pequenos
municípios. Como uma primeira medida para distribuir as cadernetas, elas serão
entregues aos idosos cadastrados no programa Saúde da Família no momento da
consulta ou da visita domiciliar por uma equipe do programa. O livreto, no
entanto, não é de uso exclusivo do programa, ou seja, estará disponível
posteriormente nos demais locais de atendimento, como postos de saúde.
A Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa é um documento que o idoso deve sempre
portar, principalmente quando for a consultas com profissionais de saúde e aos
postos de vacinação. O livreto vai incluir dados básicos de identificação da
pessoa, entre eles nome e endereço, como ela é conhecida na comunidade onde
vive, número do documento de identidade e tipo sangüíneo. Traz também detalhes
sobre hábitos de vida: se fuma, bebe, o tipo do cigarro ou bebida, a quantidade,
a freqüência do consumo, se pratica atividades físicas, se mora sozinha e o nome
da pessoa que poderia cuidar dela caso precise. Além disso, contém informações
sobre ocorrência de quedas, internações, atuais problemas de saúde, medicamentos
que está usando e possíveis alergias.
Para complementar a iniciativa de criação do documento, o Ministério da Saúde
também lança um Manual de Preenchimento da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa,
que orienta os profissionais sobre os dados necessários ao preenchimento, além
de informar as doenças mais freqüentes na população com mais de 60 anos. O
Manual trata ainda sobre o benefício da caderneta no acompanhamento de saúde dos
idosos e o processo mundial do envelhecimento.
"A caderneta vai permitir aos profissionais avaliar os riscos que a pessoa tem.
Não de adoecer, mas de desenvolver algum grau de dependência. O objetivo é
propiciar à pessoa idosa viver o maior tempo da sua vida de forma autônoma e
independente", explica José Luiz Telles, coordenador da Área Técnica de Saúde do
Idoso. Serão confeccionados 50 mil manuais.FONTE