TÓQUIO
(Reuters) - O site de vídeos YouTube.com, recentemente comprado pelo Google,
removeu 29.549 arquivos de seu sistema depois de receber demanda de um grupo de
empresas de mídia do Japão que afirmava que os clipes estavam violando direitos
autorais.
Vídeos com programas de televisão, músicas e filmes foram publicados no site sem
permissão dos detentores de direitos autorais, informou a Japan Society for
Rights of Authors, Composers and Publishers em comunicado.
O grupo, que representa 23 empresas de mídia que incluem redes de TV e
distribuidores de filmes, informou que pediu ao YouTube para definir medidas que
impeçam a publicação de conteúdo não autorizado. A entidade também fez um apelo
para que os internautas não publiquem vídeos que violem leis de direitos
autorais.
O YouTube, que transmite mais de 100 milhões de vídeos por dia, tem atraído
reclamações de detentores de direitos autorais, mas afirma que não tem condição
de acompanhar quais arquivos são piratas.
Representantes do YouTube não puderam ser contatados imediatamente para comentar
o assunto.
Não
se pode falar em ágio para um automóvel de R$ 2 milhões. Mas o número de
interessados em comprar o modelo 599 GTB Fiorano, da Ferrari, tem chamado a
atenção dos representantes da marca, segundo apurou Interpress Motor. Com motor
6.0 V12 (12 cilindros em “V”) de 620 cv (cavalos), o modelo é o mais potente já
produzido pela casa de Maranello. A sigla que consta de seu nome significa “Gran
Turismo Berlinetta”, e o 575 Maranello, de R$ 1,4 milhão.
O perfil de boa parte dos interessados em adquirir o modelo
atualmente exposto no salão é composto por outros donos de Ferrari – em geral
grandes empresários que adquirem o veículo apenas para passear no fim de semana.
Conversamos com um “candidato”, que adquiriu há cerca de um mês e meio uma
unidade conversível do F430 (outra estrela do salão, só que na versão cupê). Seu
veículo está com 100 quilômetros rodados. Esse tipo de carro é adquirido na
troca do atual como parte do pagamento e o restante em três cheques.
Esse
novo veículo chama tanto a atenção por ser considerado o melhor automóvel de
passeio já produzido pela Ferrari, com a tecnologia mais próxima possível dos
carros da Fórmula 1. Sua estrutura emprega fartamente o alumínio, o que faz o
modelo pesar pouco para seu tamanho (1.690 kg). Isso faz com que sua relação
peso-potência seja impressionante. Segundo a Ferrari, sua aceleração de 0 a 100
km/h acontece em 3,7 segundos, e a velocidade máxima é de 330 km/h. As vendas
começam oficialmente apenas na última semana de novembro. A coisa é organizada,
e o carro, entregue em 90 dias – não se pode falar em ágio. Mas em fila, talvez.FONTE
Michael Schumacher sai das pistas e entra para a
história
Ele ganhou sete títulos mundiais de F-1, bateu todos os recordes e acumulou US$
750 milhões.
Os admiradores dizem que ele é inteligente, arrojado, rápido, fenomenal... Os
adversários despejam impropérios na mesma velocidade com insultos que passam
pelo arrogante, antiesportivo e egoísta. Não há meio-termo quando o assunto é
Michael Schumacher, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1 e a uma bandeirada
da aposentadoria. Nascido há 37 anos na cidade alemã de Hürth-Hermülheim, nos
arredores de Colônia, Schumi, como é chamado pelos fãs, é um colecionador de
recordes. São 69 pole positions, 75 voltas mais rápidas, 91 vitórias, 153
pódios, 1.364 pontos acumulados na carreira e um número nunca alcançado por um
piloto de F-1: 750 milhões. Essa é a quantidade de dólares que ele amealhou ao
longo de 16 anos de carreira. No próximo dia 22 de outubro, quando os bólidos
largarem no Grande Prêmio do Brasil, o último da temporada, o alemão, mesmo com
chances remotas, poderá aumentar os seus recordes e, definitivamente, a sua
conta bancária. Ele disputa o título de 2006 com o jovem espanhol Fernando
Alonso, de 25 anos, campeão da temporada de 2005. Depois de vencer o último GP
do Japão, Alonso, com 126 pontos, precisa de apenas um ponto para sagrar-se
bicampeão. Schumacher, por sua vez, tem de torcer para o espanhol não pontuar e
ainda precisa ganhar a corrida. Seja qual for o resultado deste pega, Schumi sai
vencedor. “Ele é, sem dúvida, o grande nome do esporte mundial e, mesmo fora das
pistas, continuará em evidência”, diz José Carlos Brunoro, consultor de
marketing esportivo.
VITORIOSO 153 Pódios 69 Pole Positions 75 Voltas mais
rápidas 91 Vitórias
O
primeiro trabalho da vida de aposentado de Schumi será o de consultor da
escuderia. Pudera: as opiniões do alemão, com 75 kg divididos em 1,74 m de
altura, valem ouro. Pessoas mais próximas do piloto, contudo, dizem que ele
aproveitará para passar mais tempo ao lado da mulher, Corinna, e dos filhos Gina
Maria e Mick, na mansão de Vufflens-le-Château, à beira do lago de Genebra, na
Suíça. Terá mais tempo também para se dedicar ao trabalho de embaixador do
Unicef e, quem sabe, viajar a bordo do seu jato Falcon 2000 EX avaliado em US$
26 milhões. Não é preciso ir muito longe para mensurar a importância do alemão.
Uma rápida pesquisa no site de buscas Google revela que Michael Schumacher
aparece, na dianteira, como de costume, em 8.080.000 de páginas na internet,
seguido por celebridades como o astro do basquete americano Michael Jordan, com
7.020.000 de aparições, e Pelé, com 3.610.000. Cabe lembrar que estes dois
últimos esportistas, reverenciados no mundo todo, pararam de atuar e ainda hoje
mantêm o prestígio entre os fãs e patrocinadores. Este será o grande desafio de
Schumi, após cruzar a linha de chegada do autódromo de Interlagos, em São Paulo:
se manter no topo entre os garotos-propaganda mais cobiçados. “Schumacher sabe
perpetuar o próprio nome”, diz Brunoro. “Facilmente, ele continuará assinando
marcas ligadas a valores como respeitabilidade, ousadia, tecnologia, garra e
vitória.” Isso, aliás, ele faz com maestria. O alemão é uma máquina de fazer
dinheiro. Além de receber quase US$ 50 milhões anuais para pilotar, ele ganha
mais de US$ 30 milhões por ano só com contratos publicitários e royalties de
merchandising.
Anos dourados: na era Schumacher as vendas de Ferrari triplicaram e a Fiat
passou a vender mais carros
do modelo Stilo
Só no seu capacete um espaço com 20 centímetros quadrados custa US$ 3 milhões;
nas luvas, um pequeno quadrado com 5x7 cm sai por US$ 1,5 milhão. “De imediato,
ele deverá perder estes patrocínios ligados ao capacete”, analisa Eduardo
Lorenzi, diretor de planejamento da agência de publicidade NeoGamaBBH. “Mas
Schumacher está acima do bem e do mal, ele já ganhou tudo e continuará com
várias marcas.” Agora, com o fim do contrato com a Ferrari, o piloto poderá
explorar ainda mais o seu nome como grife vendendo carros, motocicletas,
perfumes e uma infinidade de produtos, assim como acontece com a marca Senna.
Schumi, é verdade, já empresta o seu nome para a Fiat, e os resultados são
surpreendentes.
Em
2004, a montadora italiana lançou o Stilo Schumacher, com a presença do próprio
piloto, no Salão do Automóvel de São Paulo. Na época, foram produzidas 500
unidades numeradas, vendidas apenas na cor vermelha modena a um preço de R$ 71,5
mil. “Antes de ir para as concessionárias, os carros já tinham sido
comercializados”, diz Carlos Henrique Ferreira, assessor técnico da Fiat. O
sucesso foi tão veloz que, em 2005, a empresa resolveu fabricar o modelo em
série. Hoje, ele representa 30% dos cerca de dez mil carros da linha Stilo
vendidos por ano. Na Ferrari, além de ter resgatado o prestígio do mítico
cavalinho com seus sete títulos mundiais, Schumi ajudou a pôr o faturamento da
marca no pódio. “As vendas triplicaram no período Schumacher”, diz Luca Di
Montezemolo, presidente mundial da Fiat e da Ferrari, referindo-se aos dez anos
do alemão na escuderia italiana. Apesar disso, a aposentadoria de Schumi não
deve afetar os números da montadora. Mesmo com o pé no freio, a marca Schumacher
permanecerá uma potência capaz de movimentar milhões.