Saiba
como lidar com as Negativas Resistências e Objeções do seu cliente, dicas que
podem valer ouro.
Use toda e qualquer vantagem a seu favor.
• Quando ouvir uma objeção, tenha pronta uma
resposta que não seja agressiva, como “fale mais sobre isso”. Proceda então para
a fase seguinte, que é a de fazer perguntas, para conseguir descobrir os
verdadeiros motivos da objeção.
• Se tudo ocorreu às mil maravilhas no primeiro telefonema ou visita
mas, de repente, no segundo contato o possível cliente ou cliente está
completamente diferente, pergunte simplesmente: “Da última vez que conversamos
eu tive a impressão que você tinha amado a idéia. O que aconteceu nesse
intervalo?”
• Se você ouvir uma objeção ao preço, pergunte: “É uma questão do
dinheiro que você tem disponível, ou uma questão do valor envolvido?”
• Compradores raramente estão procurando o fornecedor com o orçamento
mais baixo. Tipicamente, o que eles querem na verdade é o mínimo de risco
(principalmente quando falamos de business to business). Descubra como você pode
posicionar-se como o fornecedor de risco mínimo.
• Se você ouvir uma desculpa esfarrapada como ‘nós não precisamos disso’
já no começo da conversa, responda com “Eu também ainda não tenho certeza, por
isso gostaria de fazer algumas perguntas para determinar...”
• Lembrete: não existem objeções ao preço, somente dúvidas quanto ao
valor.
• Antes de descartar um possível cliente que obviamente não está indo
para a frente nem para trás, pergunte-lhe “Será que você e eu não vamos fazer
nunca negócios juntos?”. Muitas vezes a resposta será que ‘nunca é tempo
demais’, ou algo do estilo, o que dará a você a chance de continuar fazendo
perguntas, e descobrir porque a demora em decidir.
• Pegue seus cinco principais concorrentes e determine suas principais
vantagens sobre eles. Aí desenvolva perguntas que levem o cliente a falar
exatamente sobre suas necessidades nessas áreas. Isso permite que você descubra
‘onde dói’ e facilitará sua apresentação, pois você terá descoberto exatamente
quais benefícios deve enfatizar.
• Quando um cliente disser ‘Quero pensar no assunto’, pergunte: “Em que
áreas você ainda tem dúvidas?”
• Quando ouvir uma objeção, para descobrir a verdadeira intenção por
trás dela, responda com “Acho que não entendi direito”. O cliente provavelmente
responderá com mais informações e detalhes.
• Depois de lidar com as resistências, ao ‘ouvir-se’ um silêncio, tente
fechar a venda novamente. Não facilite o ‘empurrar com a barriga’ nem fique
falando o que não deve (provavelmente criará novas objeções).
• A objeção que você ouve consiste somente nas palavras que representam
um sintoma do verdadeiro problema. É esse problema que deve ser solucionado se
você quiser ter sucesso – e não os sintomas. A única maneira de fazer isso é com
perguntas.
• Um velho mito diz que ‘a venda não começa até que o cliente diga não’.
Se o seu processo de vendas você executado de forma perfeita, as objeções já
teriam sido respondidas – e não apareceriam novamente.
• Resistências no começo de uma venda são mais fáceis de lidar do que
objeções no final. Além disso, no começo da apresentação você tem muitas mais
opções para mudar o rumo da conversa, se necessário. Então, é melhor perguntar
já no começo e descobrir se existe alguma resistência. “O que você achou até
aqui?”, “Qual sua opinião do que foi visto até agora?”.
• Se existe uma objeção que todo mundo faz, mencione-a antes deles,
junto com a resposta (de preferência, junto com um benefício). Uma introdução
para essa situação poderia ser “E você deve estar perguntando-se se...”.
• Chegue ao núcleo de uma objeção: “Então está parecendo que a
verdadeira decisão aqui é: (seu maior benefício) é mais importante do que (a
maior objeção)?”.
• Nunca diga a alguém que ele (ou ela) está errado – mesmo que estejam!
Ao contrário, assuma você a responsabilidade. “Acho que eu não me expressei
corretamente. O que eu quis dizer foi que...”
• Para fazer um possível cliente indeciso mexer-se, pergunte: “O que
aconteceria se você ficasse quieto e não fizesse nada?”
• Se alguém lhe der um ‘chega prá lá’ com “Ligue-me de volta em 3
meses”, verifique se estão sendo sinceros. “OK, então posso assumir que você
está interessado em fazer negócios comigo. Será que você poderia me explicar
porque agora não é um bom momento?”. Então descubra o que vai acontecer nesses
três meses, fazendo dessa data uma época melhor para ligar. (E, se o cliente
estiver enrolando, é melhor descobrir antes e economizar tempo, não é mesmo?).
• Use a técnica do ‘vamos supor que..’. “Vamos supor que você já tivesse
esse dinheiro no orçamento. Você compraria?”.
• Pergunta a ser feita quando um possível cliente o estiver comparando a
alguém de preço muito mais baixo: “Que outras despesas você considerou a médio e
longo prazo se optar pela decisão mais barata?” (logicamente, esperamos que você
tenha uma pequena lista para discretamente ‘ajudar’ o cliente a ver o lado
negativo do mais barato).
• Não ponha o foco de todas suas energias procurando respostas
brilhantes para todas as objeções. Pense primeiro em todas as razões que alguém
pode ter para apresentar inicialmente uma objeção. Compreenda-as – do ponto de
vista do cliente. Isso o ajudará a criar perguntas que vão fazer o cliente falar
mais sobre o assunto.
• Outra pergunta que pode ser feita em caso de descontos absurdos por
parte da concorrência: “Quanto tempo você planeja ficar com isso?”. Isso o ajuda
a amortizar a diferença por um período maior de tempo, até o ponto da diferença
ficar ridícula (tipo 3 centavos por dia).
• Crie a sensação de urgência, apontando para benefícios que estejam
sendo perdidos a cada dia de demora. “Veja, se concordamos que a implantação
deste sistema vai ajudá-lo a economizar cerca de 100 reais por semana, então a
cada dia que passa você está perdendo 20 reais”. (Se quiser ser ainda mais
dramático, rasgue duas notas de 10 reais na frente dele e diga – ‘olhe só o que
você está fazendo, todos os dias!’).
• Não mande informações pelo correio só para parecer que está fazendo
alguma coisa, principalmente com pessoas que não tem o mínimo potencial de se
tornarem possível clientes. Ao contrário, deixe que elas se qualifiquem
primeiro. “Você acha que vale a pena eu mandar esse material, para que você
possa arquivá-lo e contatar-me quando achar necessário?”. Muitas pessoas vão
dizer que não, e você economiza tempo e dinheiro.
• Se numa conversa de follow-up alguém lhe disser “ainda não tive chance
de ler o que você me mandou”, responda “Tudo bem. Já que estamos conversando, eu
gostaria de cobrir os pontos principais, para facilitar sua leitura”. Aproveite
a oportunidade – use toda e qualquer vantagem a seu favor.
Na semana que vem continuaremos com mais dicas do Art Sobzcak,
presidente da Business By Phone, e autor de How to sell more in less time with
no rejection (‘Como vender mais, em menos tempo, e sem rejeições’ – ainda sem
tradução no Brasil. A versão em inglês está disponível no site da Business By
Phone – www.businessbyphone.com ).
Raúl Candeloro