Briga em Sala de Bate-Papo acaba em facada
SÃO
PAULO - A polícia da Inglaterra registrou, no último final de semana, um
episódio que classificou como o primeiro caso de agressão física pela internet
no país. O caso envolveu dois homens de meia idade que discutiram num chat do
Yahoo!.
O desentendimento envolveu Paul Gibbons, 47 anos, morador do sul de Londres, e
John Jones, 42 anos, que vive em Clacton, localidade a 70 quilômetros da capital
inglesa. Os dois homens se conheceram na sala Islam 10, do serviço Yahoo! Voice
Chat. Teoricamente, eles deveriam apenas conversar sobre religião.
Gibbons e Jones, no entanto, terminaram o chat após forte discussão e troca de
ofensas. Irritado com o desentendimento, Gibbons usou serviços de busca na web
para rastrear informações de seu desafeto e acabou descobrindo seu endereço, em
Clacton.
Gibbons, acompanhado de um amigo, uma faca e uma picatera, viajou até Clacton e
foi procurar Jones em sua casa. Jones, que estava em casa com esposa e filhos,
não fugiu do combate e, de posse de uma faca, foi atender seu desafeto.
Os dois iniciaram uma briga, mas Gibbons logo fugiu ao ver que a esposa de Jones
pedia ajuda aos vizinhos e ligara para a polícia. Os brigões foram detidos e
levados a um distrito policial. Ao analisar a ficha de Gibbons, os policiais
descobriram que Gibbons tem um passado de encrencas e brigas de rua. Jones
alegou que estava em sua casa e apenas defendeu-se do agressor. Gibbons será
julgado em novembro, em uma corte local.
O caso, diz a polícia, revela a necessidade de proteger informações pessoais na
internet.
Gibbons e Jones sofreram cortes no rosto, mãos e pescoço durante a briga.FONTE
Cuidado comprar produtos
Piratas também é crime
A
pirataria é crime e quem adquire, recebe, transporta, conduz ou oculta, em
proveito próprio ou alheio, produto falsificado, pode ficar preso de um a quatro
anos, podendo ainda pagar multa. No Código Penal Brasileiro, a punição se
estende também aos compradores, já que a aquisição de produtos piratas se
configura em receptação de artigo criminoso.
Quem adquire piratas está sujeito a pena de um mês a um ano de detenção, como
prevê o artigo 184, do Código. Na verdade, a punição pouco se aplica às pessoas
que compram CDs, DVDs, relógios, tênis e roupas falsificadas, por conta do
princípio da insignificância. “Não dá para movimentar a máquina do Estado para
prender quem compra apenas um CD, por exemplo”, explica o advogado e professor
de direito penal, Sebastian Mello.
Segundo o especialista, os consumidores não podem ser tratados como criminosos
comuns. “A polícia e a justiça não podem prender essas pessoas que compram um CD
de R$ 5,00 e enquadrá-las como criminosas. Não há como mandá-las para uma cadeia
comum com outras pessoas que praticaram delitos mais graves, como roubos e
homicídios, por exemplo”.
Para o advogado, a detenção do comprador ou dos ambulantes não irá resolver o
problema. “Ocorre na pirataria a mesma coisa que com o tráfico de drogas. Não
adianta prender o usuário. O ideal é deter quem está por trás e movimenta todo
esse comércio”, afirma, ao lembrar que sempre haverá pessoas para consumir os
artigos mais baratos.
Como não há punições freqüentes, os ambulantes permanecem distribuindo e os
prejuízos atingem cada vez mais a economia e o bolso dos produtores, músicos e
compositores. Em 2005, por exemplo, o número de discos piratas comercializados
representou 40% das vendas totais em todo o país.
Este ano, a ANCP, em ações conjuntas com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária
Federal e Receita Federal, realizou diversas apreensões no Brasil no 1º semestre
de 2006. Foram apreendidos o equivalente a R$ 377,2 milhões em 548 operações de
repressão à pirataria, um aumento de 32,3 % em relação ao mesmo período de 2005.
Somente em setembro deste ano, mais de 25 mil CDs contendo programas piratas e
33 computadores foram apreendidos, segundo informações da Associação Brasileira
das Empresas de Software (Abes), a Business Software Alliance (BSA) e a
Entertainment Software Association (ESA), que contaram com 57 ações em todo o
Brasil.
A última delas foi realizada durante esta semana em treze Estados do país
[Bahia, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Goiás, Minas Gerais,
Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São
Paulo] e também no Distrito Federal.
A operação, intitulada e-Commerce, foi realizada para coibir a pirataria virtual
e envolveu 350 policiais, autorizando 79 mandados de busca e apreensão. A
quadrilha responsável [a polícia estima que mais de 80 pessoas estejam
envolvidas] causou um prejuízo que ultrapassa R$ 10 milhões. Vinte pessoas foram
presas. FONTE
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