Canadense troca clip de
papel por casa usando a internet
Um
canadense que se propôs a usar a internet para trocar um clip de papel por uma
casa disse que conseguiu vencer o desafio.
Kyle MacDonald, de 26 anos, fez ao todo 16 trocas pela internet ao longo de um
ano e diz estar prestes a se mudar para a nova casa.
Uma maçaneta de porta alternativa, um fogareiro de acampamento, um pequeno
barril de cerveja e uma tarde com o astro do rock Alice Cooper foram algumas das
conversões feitas por MacDonald no processo.
MacDonald é hoje o proprietário de uma casa na cidadezinha de Kipling, na
província de Saskatchewan, que ele ainda não viu.
A casa é uma prova do poder da internet e da determinação pessoal de Kyle
MacDonald.
O rapaz sempre disse estar certo de que seria capaz de trocar o clip de papel
vermelho por uma casa própria. Agora conseguiu.
Passo a Passo
O clip de papel foi trocado por uma caneta com forma de peixe.
A caneta foi trocada por uma maçaneta de porta com desenho especial, a maçaneta
por um fogareiro de acampamento e o fogareiro por um gerador.
Em seguida, o gerador se transformou em um pequeno barril de cerveja acoplado a
um anúncio de neon.
Demonstrando bom senso de marketing, MacDonald apelidou o barril de "kit de
festa instantânea".
O kit foi trocado por um um carro adaptado para viajar sobre o gelo. Este foi
trocado por férias na província de British Columbia, no noroeste do Canadá.
As férias foram convertidas em uma caminhonete, que por sua vez virou um
contrato para gravar um disco.
O contrato foi trocado por um ano de moradia sem pagamento de aluguel em uma
casa em Phoenix, no Estado do Arizona, nos Estados Unidos.
O desafio poderia ter terminado aqui, mas MacDonald estava determinado a ir até
o fim.
A oferta de moradia gratuita por um ano foi trocada por uma tarde com o roqueiro
Alice Cooper.
A tarde com o roqueiro foi - em uma transação um tanto quanto surpreendente -
convertida em um globo de neve.
O ator americano Corbin Bernsen, colecionador ávido desse tipo de brinquedo,
decidiu que tinha de ser dono do globo de neve e ofereceu em troca um papel, com
remuneração, no seu novo filme.
Os moradores de Kipling, cidade com 1.140 habitantes na província de
Saskatchewan, no Canadá, decidiram que gostariam que alguém da comunidade
conseguisse o papel.
Eles oferceram em troca - sim! - uma casa na cidade.
MacDonald disse que ficou boquiaberto com a notícia e está se preparando para se
mudar para a cidade, que ele nunca visitou.
Jornalista será 1º turista
brasileiro no espaço
O
jornalista brasileiro Wilson Fernandes da Silva, de 41 anos, deverá se tornar o
primeiro turista brasileiro no espaço em 2008.
Ele estará entre as cem pessoas que serão passageiros dos primeiros vôos
espaciais exclusivamente para turistas.
Depois de vôos bem sucedidos do Space Ship One, do bilionário Paul Allen, em
junho de 2004, que levaram ao espaço os primeiros turistas, o empresário
britânico Richard Branson criou uma companhia aérea espacial – a Virgin Galactic.
A vontade de ir ao espaço fez com que o dono da revista científica australiana
Cosmos, Alan Finkel, pagasse US$ 200 mil (cerca de R$ 463 mil) para ser um dos
primeiros a ir para o espaço como turista.
E ele convidou e pagou para Wilson, editor da revista, juntar-se a ele na
"aventura espacial".
Ir para o espaço
"Desde criança, sempre sonhei em ir para o espaço, mas nunca pensei que
realmente isso fosse acontecer. É incrível", disse Wilson, que nasceu em Santos
e mudou-se para a Austrália aos nove anos de idade.
A Virgin Galactic está construindo cinco naves destinadas ao turismo espacial.
Cada uma tem capacidade para sete passageiros e dois tripulantes e pode fazer
duas viagens diárias. Wilson e Finkel vão estar entre os cem primeiros a
realizar a viagem.
"Finkel e eu somos os únicos dois da Austrália. Ele, o primeiro australiano. Eu,
o primeiro turista brasileiro e talvez o primeiro jornalista também."
O primeiro vôo será somente com passageiros da família Branson, com exceção da
esposa do bilionário, que não quer ir.
Porém não se sabe ainda quem serão os primeiros entre os cem turistas a irem
para o espaço. As reservas serão decididas por sorteio.
"Finkel e eu temos um acordo. Como Finkel comprou a passagem para mim, caso meu
nome seja sorteado antes do dele, tenho que ceder meu lugar para ele ir
primeiro", brincou Wilson.
Até hoje, somente 444 pessoas já foram ao espaço. O risco de acidentes fatais é
estimado em 3%, menor do que o risco de escalar o monte Everest, calculado em
4,7%.
"Claro que há riscos. É impossível se lançar em um foguete com três vezes a
velocidade do som e não ter nenhum risco. Mas esta é uma das atrações", disse
Wilson.
Reservas
Para fazer o turismo espacial não há qualquer tipo de seleção. É como um vôo
qualquer de avião.
Há apenas algumas regras para os passageiros: dois dias antes da viagem eles não
devem comer nada sólido e seis dias antes haverá um treinamento.
Antes da viagem haverá 50 vôos-testes. "A segurança para Branson é extremamente
importante", afirma o brasileiro.
Além destes primeiros turistas espaciais, já há mais 45 mil reservas de
interessados nos vôos para o espaço.
Wilson está ansioso pela viagem. Ele conta que muitas das pessoas que já foram
ao espaço dizem que voltam diferentes, acrescentando que umas acabam ficando
mais religiosas, outras viram artistas.
O brasileiro diz que não será o seu caso, mas acredita que é impossível ir ao
espaço, ver a Terra daquela perspectiva, e não voltar mudado de alguma forma.
"Não sei no que vou mudar. Mas acredito que alguma mudança vai haver em mim",
disse Wilson que tem cidadania brasileira, portuguesa e australiana.
Para Wilson, vôos espaciais significam o começo de viagens suborbitais,
ultra-rápidas. "Daqui a uns anos vai ser possível fazer uma viagem de Londres a
Sydney em três horas", disse. "Sai-se da atmosfera, onde não há ar, e volta-se
quando estiver sobre Londres", explicou o jornalista científico.
Os primeiros vôos espaciais para turistas saem no final de 2008.
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